Fitossanidade

 

A fitossanidade é um tema fulcral para a manutenção da boa forma (sanidade) dos nossos bonsai. Em conjunto com a nutrição desempenha um papel bastante importante não só por fazer face aos inúmeros problemas que podem surgir mas, numa perspectiva mais abrangente engloba uma série de procedimentos preventivos que evitam o aparecimento desses mesmos problemas. Resumidamente dir-se-ia que a fitossanidade é o estudo que tem por objectivo os inimigos das plantas bem como o conjunto de técnicas utilizadas para os evitar e combater.

O Porquê da Fitossanidade ?

Tal como ocorre na Natureza e com o resto das plantas cultivadas (quer sejam de interior ou de exterior), também os bonsai são afectados pela acção de determinados organismos especializados em aproveitar as valiosas substâncias que fluem no seu interior. O controlo e irradicação desses organismos mais prejudiciais são tarefas necessárias na manutenção dos bonsai resultando imprescindível evitar que a proliferação de qualquer classe de organismo patogénico se converta numa praga ou doença incontrolável.

Não existem pragas nem doenças específicas para os bonsai. O que quer que ataque as árvores da sua zona também o poderá fazer nos seus bonsai. Eles não são mais nem menos susceptíveis do que as plantas de tamanho real a ataques de insectos ou doenças. No entanto, o facto de o bonsai ser bastante mais pequeno, de crescimento lento e confinado ao curto espaço do vaso que o suporta, resulta que as doenças e infestações poderão ter um efeito mais debilitante e devastador.

As próprias condições de cultivo e a consequente deterioração das suas defesas possibilitam a acção dos mais oportunistas como é caso dos ácaros, pulgões, insectos, e determinadas doenças.

 

Identificar o problema

Antes de descobrir um problema irremediável é fundamental manter um vigilância activa observando os sinais das nossas plantas. Elas dão-nos indícios, por vezes muitos parecidos mas que poderão estar por detrás vários problemas. À que saber interpretar esses sinais para melhor identificar a sua causa e evitar o aparecimento de doenças e pragas ou quando elas já se encontram instaladas conseguir solucioná-las com o menor desgaste possível para o bonsai.

A fitossanidade engloba três pontos: os acidentes fisiológicos ou erros culturais, as pragas e as doenças.

Alguns sintomas de que algo se passa: novos rebentos descaídos ou a murcharem, podridão dos frutos, manchas nas folhas, folhas a apodrecer, folhas a secar, podridão das raízes, presença de insectos, larvas, pulgões, cochinilhas, ácaros e parasitas ao nível do solo.

 

Acidentes fisiológicos ou erros culturais

Os acidentes fisiológicos ou erros culturais são provocados por erros horticulturais e criam condições propícias ao aparecimento de doenças e pragas.

Cortes mal cicatrizados – é necessária uma boa higiene utilizando sempre recipientes e ferramentas limpas e desinfectadas. Deve-se cicatrizar a fundo as lesões provocadas por quebra de troncos ou cortes efectuados, com uma massa cicatrizante para bonsai. Um corte mal cicatrizado é um ponto de entrada para fungos, bactérias, vírus e parasitas. É importante não lesionar os bonsai durante as operações de transplante, poda e aramamento.

Problemas com as condições climatéricas – as geadas, queimaduras solares e ventos fortes podem causar danos irreparáveis que conduzem de imediato à morte ou a uma debilidade bastante acentuada.

Erros de localização – quando um bonsai de exterior como por exemplo uma oliveira, figueira ou piracanta vivem dentro de casa quando deveriam estar na rua, estão com as condições propícias para a debilidade se instalar. Elas necessitam de sentir o calor e o frio, de viverem no seu ambiente natural e não num ambiente artificial e com temperatura e humidade controladas no interior das nossas casas. As espécies de exterior poderão viver dentro de casa alguns meses mas o enfraquecimento e a perda de vigor irão aparecer, o crescimento estagna, as folhas deixam de surgir ou crescem em demasia, as flores e frutos são inexistentes e uma morte lenta será garantida.

Erros de nutrição – todos os erros de nutrição relativos quer à falta ou excesso de fertilizantes associados à rega e ao solo do bonsai, o desrespeito das regras de segurança na aplicação de fertilizantes, a prática de planos nutricionais inadequados e a incorrecta conjugação com produtos fitossanitários contribuem em grande parte para a morte de muitos bonsai. Consulte no nosso site o nosso artigo sobre Nutrição onde poderá ainda efectuar o download de um plano de nutrição personalizável, com as adequadas regras de segurança incluindo a leitura dos rótulos das embalagens dos principais fertilizantes para bonsai.

Erros na rega (falta e excesso)A falta de água seca as folhas quase de imediato. A frequência da rega depende de vários factores e não há uma receita padronizada. No Inverno um bonsai de exterior poderá estar mais do que uma semana sem necessitar de água (devido à chuva e humidade do ambiente). No Verão poderá ser necessário regar duas a três vezes no mesmo dia. Quando o sol é demasiado intenso e directo queima as folhas. À que conseguir um equilíbrio entre a água, a humidade da terra e a evaporação da folhagem.

Uma rega correcta é feita apenas quando a camada superficial do solo começa a ficar seca. Nesse momento a terra por baixo das raízes ainda estará com alguma humidade. O bonsai deverá ser regado abundantemente no início ou final do dia até a água sair livremente pelos orifícios de drenagem do vaso. Passados uns 5/10 minutos deverá regar um pouco mais para garantir que a água chegou uniformemente a todo o torrão. A próxima rega ocorrerá quando o solo superficial começar a mudar de cor, sinónimo de que está a secar.

Apenas regue o seu bonsai por imersão (submergir todo o vaso num recipiente com água) numa situação de emergência provocada por uma excessiva falta de água. A rega normal deverá ser efectuada pela superfície do solo do vaso com um regador de ralos finos.

Existem espécies que suportam melhor a falta de água, como é o caso dos ulmeiros e ficus.

O excesso de água é responsável por maiores danos mas mais demorados a perceber. As raízes quando estão permanentemente rodeadas de água apodrecem, a seiva não circula e a planta asfixia por falta de alimentação. A respiração efectua-se tanto pelas folhas como pelas raízes, daí que um solo pouco drenante associado ao excesso de água dificultam, ou impossibilitam mesmo, essa respiração. Nunca mantenha o vaso do seu bonsai mergulhado num pratinho com água. Provavelmente nunca pensou que os pés dos vasos não têm apenas uma função estética, destinam-se também a elevá-los um pouco criando uma pequena zona onde o ar circule até aos orifícios de drenagem.

As folhas moles, descoloradas, grandes e já uma parte morta são casos típicos de excesso de água e falta de luz. Quando as folhas, nomeadamente nos ápices, apresentam manchas negras é sintoma de fungos consequência do excesso de água. Os liquens são típicos de zonas pantanosas e têm a característica de deixar passar a água mas não a deixar evaporar. Se os detectarmos nos bonsai temos uma situação de excesso de água associada a uma má drenagem do solo. A consequência será o apodrecimento das raízes. Para tentar remediar a situação poderemos recorrer a um transplante de emergência ou agendá-lo para a próxima época de transplantes.

Deficiências no solo – o solo além de sustentar as raízes das plantas desempenha uma função de suporte à vida do bonsai. De facto um solo inadequado com uma má drenagem desencadeia os problemas de respiração e do excesso de água como o aparecimento de liquens, fungos e podridão. É através do solo que se efectuam as trocas químicas e a absorção de água e nutrientes. Um solo com um Ph elevado e saturado de químicos que não consegue libertar são mais uma vez um problema.

Uso de produtos inadequados – Utilizar fertilizantes em excesso ou fitossanitários incorrectos só contribui para salinizar o solo e intoxicar a planta. Um dos sintomas da fitotoxicidade é o aparecimento de manchas, necroses e queimaduras nas folhas com ponteados muito uniformes.

No seu conjunto estes erros culturais descritos são responsáveis pela morte de 95% dos bonsai. Portanto, é fundamental saber actuar preventivamente por forma a evitar cometer erros que conduzam à perda das nossas plantas.

 

As doenças

As doenças podem ser causadas por fungos, bactérias e vírus. Os mais frequentes são os fungos, por vezes difíceis de identificar. Algumas vezes quando os sintomas se tornam óbvios já é tarde demais para o tratamento. Contudo, a prevenção é melhor que a cura, por isso uma boa higiene não deve ser negligenciada.

É nas condições em que a temperatura sobe mas ainda se verifica humidade que os fungos melhor se instalam. Conhecendo este detalhe, aconselha-se a não borrifar os bonsai já que com o tempo quente estaríamos a fornecer humidade adicional e a propiciar a instalação de fungos. Os germes fúngicos são espalhados pelo vento e se tiver de borrifar (nem que seja para uma limpeza do pó e sujidade) não utilize água estagnada, por exemplo recolhida da chuva ou de um tanque, que poderá estar carregada de vários esporos infecciosos. A água que utilizar para borrifar mantenha-a sempre fechada.

As doenças podem atacar em diferentes pontos desde a folhagem, troncos, ramos e raízes. Entre as doenças mais frequentes encontram-se o oídio, míldio, brotitis, podridões, ferrugem, fumagina, doenças radiculares (apodrecimentos) e doenças do colo da raiz (Pithum, Rizoctoria, Phitophtera).

Ao nível das folhas identifica-se com alguma facilidade o míldio e o oídio caracterizado pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas de aspecto algodonoso. Diversos fungos provocam nas folhas uma condição designada por “mancha preta”. Apesar de tratável essas manchas permanecerão. Ao identificar um problema fúngico elimine e queime as folhas afectadas para evitar a propagação para outros bonsai. Aplique o fungicida mais adequado ao fungo identificado.

Outro género de fungos vivem na madeira morta e eventualmente na madeira viva. Um ataque deste género que cause podridão da madeira poderá enfraquecer estruturalmente a árvore.

Ao nível das raízes os fungos desenvolvem-se em solos alagados e pouco arejados. Uma das zonas mais sensíveis é o colo da raiz. É uma zona que nem se comporta como tronco nem como raiz. Os sintomas de fungos nas raízes são a folhagem descolorada e murcha e os novos rebentos a definhar. Os fungos do colo da raiz estrangulam essa zona impedido a passagem da seiva.

 

As pragas

Nas pragas podem-se incluir todos os pequenos organismos que, com uma perfeita capacidade para deslocar-se e reproduzir-se, provocam nas plantas determinados prejuízos na sua saúde alimentando-se delas sem proporcionar nenhum benefício.

A fim de controlá-los e proteger dentro do possível os nossos bonsai, temos de tomar em consideração alguns métodos de prevenção. Como primeira medida devemos evitar por todos os meios facilitar a vida a estes singulares seres vivos. A falta de higiene, certas desatenções e umas condições ambientais inapropriadas, contribuem para aumentar a sua presença.

A recomendação mais útil é a de manter uma estreita e periódica vigilância da superfície externa do tronco e dos ramos, reverso das folhas, novos rebentos e, durante o transplante, das raízes retirando manualmente os parasitas que encontremos, seja com o uso de pinças ou servindo-nos de um pouco de algodão impregnado de água com sabão ou álcool.

Resulta de vital importância manter um mínimo de separação e afastamento dos bonsai com respeito ao resto das plantas cultivadas já que algumas são especialmente atractivas para as pragas. Devemos manter umas condições de cultivo correctas que proporcionem à planta saúde e força para resistir à impetuosa insistência de uns seres vivos que, não esqueçamos, só tratam de se alimentar e aproveitar os recursos que a Natureza põe à sua disposição.

Mas, nem todos os bichos que rodeiam as plantas são prejudiciais. Alguns simplesmente passam inadvertidos ou utilizam o bonsai como seu habitat (o exemplo de uma aranha que constrói a sua armadilha com a teia que tece entre as folhas ou ramos) enquanto que outros chegam mesmo a proporcionar benefícios. As joaninhas são um dos mais importantes aliados com que podemos contar, pois devoram a grande velocidade todos os pulgões que se encontram no seu caminho. Do mesmo modo no solo podem existir bactérias e inclusivamente minhocas que contribuem a oxigenar e enriquecer a terra facilitando a assimilação de nutrientes por parte das raízes. Por tais motivos uma das desvantagens do uso de insecticidas químicos e de amplo espectro é a indiferenciação das distintas formas de vida existentes.

Entre as principais pragas encontram-se as cochinilhas, afídeos, aranhiços vermelhos, pulgões, lagartas mineiras, broca e larvas que atacam ao nível radicular.

 

Os produtos e o tratamento

As doenças provocadas por fungos previnem-se e combatem-se com fungicidas que podem ser de contacto (aplicados por pulverização), sistémicos (aplicados na água da rega e que vão entrar em todo o sistema da planta) ou ambos. Entre os mais conhecidos temos:

  • Benomil - para todos os bonsai, de largo espectro preventivo e curativo ao nível das doenças das folhas;
  • Cobre - para coníferas e oliveiras – preventivo;
  • Hidrocloreto de Propamocarbe (um dos nomes comerciais é “Previcur N”) – fungicida sistémico;
  • Fosfito de Alumínio (um dos nomes comerciais é “Alliete”) – fungicida sistémico de acção preventiva e combativa;
  • Fosfito Potássio – (fertilizante à base de Fósforo e Potássio – PK -) – o fósforo e o potássio como nutrientes quando consorciados desempenham uma função preventiva conta fungos.

As pragas combatem-se com acaricidas e insecticidas. Existem muito poucos produtos desta classe produzidos especificamente para bonsai. Recorre-se a químicos utilizados na agricultura em geral, com o cuidado de adaptar as doses para garantir a segurança, evitar a fitotoxicidade e ao mesmo tempo combater os invasores.

Identificada uma doença ou uma praga interrompe-se de imediato a adubação e aumenta-se a dose de vitaminas e aminoácidos para ajudar a recuperar da debilidade. Ministram-se os fitossanitários adequados, podam-se os ramos e folhas afectados, protege-se a planta do sol forte e das fontes de calor artificial e do ar condicionado que desidratam. Nalguns casos pode-se mesmo arriscar um transplante de emergência fora de época. Esta solução poderá eventualmente salvar um bonsai ao invés de uma morte quase garantida numa espera de vários meses para atingir o momento ideal do transplante da espécie em causa.

 

Regras de segurança e manuseamento de fitossanitários

O diagnóstico pode não ser fácil já que muitos sintomas são bastante parecidos. Antes de aplicar um produto fitossanitário tente perceber se o problema é causado por erros culturais nomeadamente excesso/falta de água, falta de luz, localização errada, carências nutricionais ou deficiências no solo (falta de drenagem, solo velho, solo alcalino-Ph elevado). Tente corrigir algum(s) desses problemas.

Conjugue com o seu plano nutricional a aplicação mensal de um fitossanitário preventivo que poderá alternar entre um produto de aplicação na rega e um produto para pulverização da folhagem.

O intervalo de segurança para a aplicação de um produto de nutrição versus sanidade deverá ser de 5 dias, nunca menos de 3. Entre dois produtos fitossanitários aguardar 8 dias entre aplicações, nunca menos de 5 dias. Respeite estes intervalos nem que para tal seja necessário alterar o seu plano de nutrição ou de fitossanidade.

Os produtos devem ser aplicados com o bonsai bem regado de preferência no final do dia de modo a que o produto permaneça nas folhas ou no solo durante algum tempo e não desapareça de imediato com efeito do sol ou do vento.

Não criar o risco de excesso de humidade no solo regando o bonsai sem que ele necessite apenas para aplicar um produto (por exemplo no Inverno após um dia de chuva). Não aplique se as folhas estiverem molhadas ou se está ou vai chover.

Conserve os produtos em lugar fresco, seco e ao abrigo da luz solar. Mantenha-os fechados longe do alcance das crianças. Alguns são altamente tóxicos. Não coma nem fume enquanto procede às aplicações. Não aplique estes produtos perto de animais, aquários ou em locais que utiliza diariamente como por exemplo lava louças ou lavatórios. Proteja-se com uma bata, luvas, máscara ou óculos se necessário. Leia atentamente as instruções nas embalagens. Utilize as embalagens onde prepara a diluição de fitossanitários apenas para esse fim e tendo o cuidado de as lavar várias vezes no final. Em caso de contacto de algum produto com a pele ou olhos lave abundantemente com água. Em caso de ingestão contacte de imediato o Centro de Intoxicações da sua área (consultar o número de telefone nas primeiras páginas da lista telefónica).

 

Como evitar os problemas

  • Certifique-se que o bonsai realmente necessita de água. Nunca o deixe secar completamente mas também não regue se ainda estiver húmido.
  • Inspeccione a folhagem e os rebentos em busca de cores estranhas, folhas deformadas, murchas, etc. Algumas espécies como os Aceres facilmente ficam com as extremidades das folhas queimadas pelo sol quente. Mude para uma localização mais fresca e abrigada.
  • Elimine as folhas defeituosas e procure sinais de afídeos, ácaros e outros parasitas observando se as folhas não se encontram com picadas ou comidas.
  • Limpe e verifique as áreas internas em busca de folhas secas. Observe o reverso das folhas e procure minúsculos seres. Para detectar a presença de aranhiço vermelho coloque uma folha de papel branco por debaixo da copa do bonsai e abane-a ligeiramente com os dedos algumas vezes. Observe muito atentamente se uns minúsculos pontos escuros se movem.
  • Quando só um ramo se encontra doente e o resto da planta saudável verifique se algum dano ocorreu nesse tronco (quebra, arame, corte) ou poderá ser a morte da correspondente raiz que o alimenta.
  • Verifique se os arames colocados para modelação não estão a ferir nem a vincar os troncos.
  • No Outono e Inverno retire do solo folhas caídas para evitar que entrem em decomposição e possam albergar germes.
  • Efectue uma poda de manutenção regular para manter a forma do bonsai e para lhe fazer chegar a luz e permitir a circulação do ar aos ramos interiores.

 

Em seguida visualize alguns rótulos de produtos fitossanitários.

 

CURABONSAI

(Mistral Bonsai)

Insecticida/acaricida/fungicida para bonsai, de pulverização directa nas folhas. Combate afídeos, cochinilhas, piolhos, aranhiços vermelhos e amarelos, oídio, fusarium, botritis, mancha negra e míldio. Deve ser aplicado directamente sobre os troncos e folhas até ao total humedecimento, inclusive do reverso da folha. De combate aplicar semanalmente (no início ou final do dia) durante 4 a 6 semanas, quando aplicado cada 10 dias tem acção preventiva. Aguardar 8 dias entre a aplicação deste produto e de outros fitossanitários ou adubos. Não aplicar com as folhas molhadas, nem expor o bonsai ao sol forte ou chuva após cada aplicação.

Cuidados de aplicação: manter fora do alcance das crianças e animais, não reutilizar a embalagem, não beber comer ou fumar durante a sua aplicação, afastar de alimentos e bebidas, em caso de ingestão contactar 217950143 (intoxicações).

 

 

SULFATO DE COBRE

-Oxicloreto de Cobre-

(Mistral Bonsai)

 

Fungicida de largo espectro, com acção preventiva sobre míldio, botritis, alteranrioso, cancrom gafa, olho de pavão, cercosporiosemfitoitora, crivado etc. Especialmente indicado (e indispensável) para uso em coníferas e oliveiras, em que deve ser utilizado mensalmente o ano inteiro, podendo ainda ser utilizado em todas as caducas (quando sem folhas no inverno) e em Serissas, Carmonas e Sageretias para prevenir fungos do colo da raiz. Dosagem: Diluir 1 colher de chá cheia / litro de água e borrifar agitando sempre.

 

 

PREVICUR N

(Bayer)

Fungicida sistémico para aplicação no solo, preventivo e curativo, para o controlo da murchidão das plântulas ou Dumping-off, causada por fungos dos géneros Pythium, Phytophtora e outros Oomicetas em viveiros.

Formulação:

Solução aquosa (SL) com 722 g/l ou 66,5% (p/p) de propamocarbe (hidrocloreto).

Propriedades:

“Previcur N” é um fungicida sistémico com modo de acção múltiplo.
Fungicida de solo, embora possa ser utilizado em aplicações foliares.
Excelente eficácia contra fungos Oomicetas, como os dos géneros Pythium e Phytophtora, que são muito polífagos, atacando um largo espectro de plantas, logo desde os primeiros estádios do seu desenvolvimento nos viveiros.
Absorvido pelas raízes e transportado em movimento ascendente a toda a planta.
Tem igualmente um forte poder estimulante, particularmente visível na formação de raízes e floração.
Excelente selectividade.

Concentração : 100 ml/hl de água.

A leitura completa deste produto deverá ser feita no site do fabricante: http://www.agro.bayer.com.pt/internet/produtos/selc_produt o.asp

 

 

 

ALIETTE FLASH

(Bayer)

Fungicida contra fungos do género Pythium e Phytophthora em diversas culturas, a gomose em citrinos, e míldio em citrinos, lúpulo e alface.

Formulação:

Grânulos dispersíveis com 80% (p/p) de fosetil de alumínio.

Propriedades:

Aliette Flash é um fungicida sistémico ascendente e descendente, com acção directa, inibindo o crescimento do micélio e reduzindo a formação de esporos.
Aliette Flash tem acção indirecta após metabolização pelas plantas, estimulando as defesas naturais da planta.
Aliette Flash tem boa persistência que permite um maior intervalo entre tratamentos.

Concentração : 250g/hl de água.

A leitura completa deste produto deverá ser feita no site do fabricante: http://www.agro.bayer.com.pt/internet/produtos/selc_produt o.asp

 

 

 

BAYCOR S

(Bayer)

Fungicida contra pedrado da macieira e pereira, oídio e monilioses em pessegueiro e cerejeira, oídios e ferrugens em ornamentais e beterraba.

Formulação:

Suspensão aquosa (spa) com 500 g/l de bitertanol.

Propriedades:

“Baycor S” é um fungicida inibidor da biossíntese do ergosterol afectando a permeabilidade da membrana celular e, consequentemente, o desenvolvimento do micélio do fungo.
Dotado de propriedades penetrantes (sistemia localizada) o “BaycorS” possui uma dupla acção (preventiva e curativa):
- preventiva: é exercida sobre a germinação dos esporos e desenvolvimento do tubo germinativo, evitando deste modo a infecção nas folhas, flores e frutos.
- curativa: pára o desenvolvimento do micélio do fungo.

Concentração : 37,5 a 90 ml/hl de água dependendo da cultura.

A leitura completa deste produto deverá ser feita no site do fabricante: http://www.agro.bayer.com.pt/internet/produtos/selc_produt o.asp

 

 

BENOMIL

(Mistral Bonsai)

Fungicida sistémico de largo espectro, com acção preventiva e curativa sobre o oídio, mancha negra brotritis, rhizoctonia fusarium septoriose e monilise. Como preventivo deve ser usado mensalmente o ao inteiro, em combate semanalmente até ao limite de 4 vezes seguidas. Sempre que exista resistência deve ser alternado com outras substancias activas. Indicado para todas as espécies excepto pinheiros. Dosagem: Diluir 1 colher de chá rasa por litro de água e borrifar muito até ao escorrimento, molhando as raízes. Aguardar 8 dias de intervalo entre a aplicação deste produto e de outros fitossanitários ou adubos. Em caso de ingestão contactar 217950143 (intoxicações).

 

ALGREEN-95

(Greendel)

Fungicida sistémico, recomenda-se tanto em tratamentos preventivos como curativos. Formulação desenvolvida para controlar doenças como a brotritis, cycloconium, repilo, fusarium, fuscoccum, mal do Panamá, momificado, mal do pé dos cereais, sclerotinia, septoria, rhizoctonia, moteado, vertcillium, y outros endoparasitas. Embalagem de 25 Gr.

 

 

CONFIDOR

(Bayer)

Insecticida sistémico contra afídeos e moscas brancas em pimenteiro e tomateiro, afídeos em meloeiro, pessegueiro, tabaco, cerejeira e pereira, afídeos e mineiras em macieira, cigarrinha verde em videira, escaravelho de batateira, mosca branca e mineira dos citrinos.

Formulação:

Solução (SL) com 200 g/l de imidaclopride.

Propriedades:

“Confidor” actua por contacto e ingestão.
Modo de acção inovador ao nível do sistema nervoso, com activação e posterior bloqueio dos impulsos nervosos (nos receptores acetilcolínicos pós-sinápticos) provocando a morte dos insectos.
O mecanismo de acção de “Confidor” é diferente do dos insecticidas tradicionais, sendo por isso eficaz no controlo de insectos resistentes.
Aplicado nas épocas recomendadas permite reduzir o número de tratamentos.
Grande espectro de acção nomeadamente insectos picadores-sugadores (afídeos e moscas brancas), microlepidópteros (lagartas mineiras) e coleópteros (escaravelho)
Acção sistémica ascendente muito intensa (permitindo ser aplicado ao solo, via foliar ou na rega).
Grande persistência de acção a baixa dose.

Concentração : 35 a 75 ml/hl de água dependendo da cultura.

A leitura completa deste produto deverá ser feita no site do fabricante: http://www.agro.bayer.com.pt/internet/produtos/selc_produt o.asp

 

 

 

DECIS

(Bayer)

Insecticida de contacto e ingestão contra insectos em numerosas culturas.

Formulação:

Concentrado para emulsão de 25 g/l ou 2,8% (p/p) de deltrametrina

Propriedades:

O “Decis” actua por contacto e ingestão sobre larvas e adultos ao nível do sistema nervoso.
Efeito de choque notável
Persistência de acção que pode ir até às 3 semanas.
“Decis” é o único dos insecticidas piretróides que contém um único isómero activo presente na formulação, o que lhe confere, a par de maior eficácia a doses mais baixas, também o coeficiente de segurança favorável.

Lagarta de sete coiros (lagarta peluda), Escaravelho da batateira, Mosca da cereja, Lagartas da couve, Roscas ou nóctuas, Traça da ervilha, Afídeos ou piolhos, Bichado da Fruta, Bicho-da-conta, Mosca da azeitona, Psila, Áltica, Charuteiro ou Cigarreiro, Cigarrinha verde (ou cicadela), Pirale e Traças da uva.

Concentração : 30 a 70 ml/hl de água dependendo da cultura.

A leitura completa deste produto deverá ser feita no site do fabricante: http://www.agro.bayer.com.pt/internet/produtos/selc_produt o.asp

 

Cláudio Miguel

 

 

Associação Lusitana de Bonsai